Quero ser longe
Da noite um sol
Um brilho rasgando, um ai
Beber na sombra do que te faz
Um arrastão do mar sem fim
Brigar na rua, longe de mim,
Para sorver um pouco de paz
Enlouquecer antes que esqueça
Levar do insano a triste razão
Marcar meu sim na sua cabeça
Matar a sede no seu coração
Quero mais é morrer de paixão
Voar no ato em que o sol pereça.
Lá adiante, me deixe assim
Um anjo torto de pedra e marfim
Enlameado na ruas, afim
Cara valente, rei do botequim
Amor difícil que vive em mim
Em breve seu a divagar
Enlouquecer antes que esqueça
Levar do insano a triste razão
Marcar meu sim na sua cabeça
Matar a sede no seu coração
Quero mais é morrer de paixão
Voar no ato em que o sol pereça.
8.19.2008
8.02.2008
Olhando para aquela cara
Sem sinal de expressão alguma...
Retida no tempo,
Sem sombra ou nada que o valha;
O sangue se confunde
Com o vermelho da barba,
E ele continua sorrindo...
Não se sabe bem porque...
Sua loucura parece certa...
Do outro mundo trouxe almas,
Mares e versos.
Da vida levou brumas, flores
E saudades.
Do amor restou-lhe o sangue na face.
Poema publicado na Edição 15 do Blogautores e, a pedido do Breno, a frase em negrito tinha de aparecer em todos os textos. Um desafio lançado em busca do estilo de cada autor, de como se mostrar a partir de uma frase que todos usariam. Sim, tenho saudade dos Blogautores. Estilo não faltava aos meus companheiros.
Sem sinal de expressão alguma...
Retida no tempo,
Sem sombra ou nada que o valha;
O sangue se confunde
Com o vermelho da barba,
E ele continua sorrindo...
Não se sabe bem porque...
Sua loucura parece certa...
Do outro mundo trouxe almas,
Mares e versos.
Da vida levou brumas, flores
E saudades.
Do amor restou-lhe o sangue na face.
Poema publicado na Edição 15 do Blogautores e, a pedido do Breno, a frase em negrito tinha de aparecer em todos os textos. Um desafio lançado em busca do estilo de cada autor, de como se mostrar a partir de uma frase que todos usariam. Sim, tenho saudade dos Blogautores. Estilo não faltava aos meus companheiros.
7.14.2008
AMAR O VENTO
saudade [Do lat. solitate, 'soledade', 'solidão', pelo arc. soydade, suydade, poss. com infl. de saúde.] Substantivo feminino. 1.Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia. (Dicionário Aurélio)
Quando me ensinaram a amar o vento
Esqueceram de me podar as asas,
Olvidaram a lembrança que cravada na pele
Arrepia em mim desejos.
Quando quis amar o vento
Fui dele antes de nele entrar
Pois o vento, como o amor, nos torna parte do todo,
Baila sem música,
Com braços agarrados à pele.
Quando, enfim, amei o vento;
Criei sonhos de levado menino
Esperando de prontidão n'alma
Até que os versos despertem
Numa manhã de fevereiro.
Quando me ensinaram a amar o vento
Esqueceram de me podar as asas,
Olvidaram a lembrança que cravada na pele
Arrepia em mim desejos.
Quando quis amar o vento
Fui dele antes de nele entrar
Pois o vento, como o amor, nos torna parte do todo,
Baila sem música,
Com braços agarrados à pele.
Quando, enfim, amei o vento;
Criei sonhos de levado menino
Esperando de prontidão n'alma
Até que os versos despertem
Numa manhã de fevereiro.
6.16.2008
Assim te digo:
Enquanto olho o céu
Com lua e estrelas
Sei que estas se agitam em fases,
Bem aqui,
Como a iluminar o caminho
Que leva a nós.
E a cada dia,
Hora, minuto,
Te sinto no meu caminho
Como uma rosa
Que se destaca no rosal.
E te encontro,
Encontro a mim,
Que não somos mais que um
Roçando o meu amor no seu amor
Como que a correr o sangue
No meu corpo
Sem deixar o seu.
Com lua e estrelas
Sei que estas se agitam em fases,
Bem aqui,
Como a iluminar o caminho
Que leva a nós.
E a cada dia,
Hora, minuto,
Te sinto no meu caminho
Como uma rosa
Que se destaca no rosal.
E te encontro,
Encontro a mim,
Que não somos mais que um
Roçando o meu amor no seu amor
Como que a correr o sangue
No meu corpo
Sem deixar o seu.
5.27.2008
Não adianta procurar em mim
O que de ti não sabes.
Se oco, rocha ou sexo
Não é aqui, no meio do nada,
Que respostas surgirão
Anda!
Descobre na água
Esse louco desejo de ser nada,
Ser moita, grotão.
Descobre aí, nesse corpo
Setenta por cento líquido
Que te sobra quando saliva,
Que te escorre quando gozo
Repete seis vezes sessenta
A mesma pergunta
E só aí, no seu meio,
Há a liquefeita solução para nós
Puro concreto
Pó de estrelas ou
Constelação de versos?
O que de ti não sabes.
Se oco, rocha ou sexo
Não é aqui, no meio do nada,
Que respostas surgirão
Anda!
Descobre na água
Esse louco desejo de ser nada,
Ser moita, grotão.
Descobre aí, nesse corpo
Setenta por cento líquido
Que te sobra quando saliva,
Que te escorre quando gozo
Repete seis vezes sessenta
A mesma pergunta
E só aí, no seu meio,
Há a liquefeita solução para nós
Puro concreto
Pó de estrelas ou
Constelação de versos?
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