7.08.2009

NOITE SEM ELA

(para a minha malabarista)

Noite sem ela
É mar sem sol
Chuva no teto em dia de trabalho
É meio ficar quieto
Enquanto me embaralho

Fazer arte sem sentido
Música que se cala
Poema bem no meio perdido
Nos olhos da minha fala.

A falta tira o sal
Feito sabor de estrela
Sem espaço sideral
Peixe voando sem vento
Rosto do rosto no tempo
Saudade que mancha
A goiabeira do quintal

Noite sem ela
É tristeza sem encontro
A menos que me beije
Um doce beijo molhado
Que sonharei ser sonho.

6.29.2009

Meta linguagem
Em função alheia
Corre pelo verso
Vira poesia
E meia
Escorrendo sal
Saliva abaixo
Essa água na boca
Que gera
Verso
Inverso
Universo
Esse tema de amor
Que nunca acabe
Pois na língua
A meta
É ser poesia
Com um pouquinho
De vadiagem.

6.20.2009

HAIKAI MALABARISTA

Feita assim aos pares
Com palavras e beijos
Ela encanta mais que malabares.

6.01.2009

Os ponteiros enlouquecem
Portanto, deixo que
A chuva lave esse tempo
Que seca...
Que seque...
Segue.

Assim tudo vai como deveria ser,
Uma sombra de sol
E relógios parados...


Feito te ter num abraço.

5.18.2009

(uma semana)

Me pego
Meio insano
De pura sandice
E creio
Crendo firme
Só por tocar
Só por beijar
Só por sentir...

Se não fosse isso:
Esse desejo que pega,
Essa paixão que insiste.
Creia,
Louco
De querer,
Diria que
Você não existe.

Mas é fato
Está aqui do meu lado
A cada instante
Mesmo de longe
Nessa doce doideira
Eu, marginal bem feito
A roubar amor
Da sua carteira.