(para a minha malabarista)
Noite sem ela
É mar sem sol
Chuva no teto em dia de trabalho
É meio ficar quieto
Enquanto me embaralho
Fazer arte sem sentido
Música que se cala
Poema bem no meio perdido
Nos olhos da minha fala.
A falta tira o sal
Feito sabor de estrela
Sem espaço sideral
Peixe voando sem vento
Rosto do rosto no tempo
Saudade que mancha
A goiabeira do quintal
Noite sem ela
É tristeza sem encontro
A menos que me beije
Um doce beijo molhado
Que sonharei ser sonho.
7.08.2009
6.29.2009
Meta linguagem
Em função alheia
Corre pelo verso
Vira poesia
E meia
Escorrendo sal
Saliva abaixo
Essa água na boca
Que gera
Verso
Inverso
Universo
Esse tema de amor
Que nunca acabe
Pois na língua
A meta
É ser poesia
Com um pouquinho
De vadiagem.
Em função alheia
Corre pelo verso
Vira poesia
E meia
Escorrendo sal
Saliva abaixo
Essa água na boca
Que gera
Verso
Inverso
Universo
Esse tema de amor
Que nunca acabe
Pois na língua
A meta
É ser poesia
Com um pouquinho
De vadiagem.
6.20.2009
6.01.2009
Os ponteiros enlouquecem
Portanto, deixo que
A chuva lave esse tempo
Que seca...
Que seque...
Segue.
Assim tudo vai como deveria ser,
Uma sombra de sol
E relógios parados...
Feito te ter num abraço.
Portanto, deixo que
A chuva lave esse tempo
Que seca...
Que seque...
Segue.
Assim tudo vai como deveria ser,
Uma sombra de sol
E relógios parados...
Feito te ter num abraço.
5.18.2009
(uma semana)
Me pego
Meio insano
De pura sandice
E creio
Crendo firme
Só por tocar
Só por beijar
Só por sentir...
Se não fosse isso:
Esse desejo que pega,
Essa paixão que insiste.
Creia,
Louco
De querer,
Diria que
Você não existe.
Mas é fato
Está aqui do meu lado
A cada instante
Mesmo de longe
Nessa doce doideira
Eu, marginal bem feito
A roubar amor
Da sua carteira.
Me pego
Meio insano
De pura sandice
E creio
Crendo firme
Só por tocar
Só por beijar
Só por sentir...
Se não fosse isso:
Esse desejo que pega,
Essa paixão que insiste.
Creia,
Louco
De querer,
Diria que
Você não existe.
Mas é fato
Está aqui do meu lado
A cada instante
Mesmo de longe
Nessa doce doideira
Eu, marginal bem feito
A roubar amor
Da sua carteira.
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