11.11.2008

Sou como a noite.
Com o sol descanso,
Faço dormir estrelas
E namoro - de forma quente - a lua.

(São Jorge que feche os olhos).

10.08.2008

Foi por aí que perdi a graça
E a farsa de te perder
Descobri como ser malandro,
Poeta, bandido de categoria reles
De fazer trapaça entre o povo e a plebe

Quando sentires falta da cadência esperta
Do seu beijo roubado na festa
Da música que a minha música desperta

Nem olhe para os lados,
Vou estar longe, brilhando com um sorriso maroto
Pelo riso incorporado sem pressa
Na maçã que adorna o seu rosto.

9.12.2008

E fui ao que me invento
Feito sombra, sal, incenso,
Mirra em frente ao sol
Para dourar cheiros
Para dobrar sinos
Para saber menino
Todos os meus bemóis.

Pois sou criança bruta
Com a cidade a brilhar
Para minhas diferenças.
De sonhos, vôos intensos,
A minha imaginação me inventa.

Solto varão da piedade,
Eu sem perdão, sem mar,
Rabisco de um futuro-agora,
Um rei a cantar alegria que esquenta.

Um menino de sol
Um menino de
Um menino
Um!

8.19.2008

PEDRA E MARFIM

Quero ser longe
Da noite um sol
Um brilho rasgando, um ai
Beber na sombra do que te faz
Um arrastão do mar sem fim
Brigar na rua, longe de mim,
Para sorver um pouco de paz

Enlouquecer antes que esqueça
Levar do insano a triste razão
Marcar meu sim na sua cabeça
Matar a sede no seu coração
Quero mais é morrer de paixão
Voar no ato em que o sol pereça.

Lá adiante, me deixe assim
Um anjo torto de pedra e marfim
Enlameado na ruas, afim
Cara valente, rei do botequim
Amor difícil que vive em mim
Em breve seu a divagar

Enlouquecer antes que esqueça
Levar do insano a triste razão
Marcar meu sim na sua cabeça
Matar a sede no seu coração
Quero mais é morrer de paixão
Voar no ato em que o sol pereça.

8.02.2008

Olhando para aquela cara
Sem sinal de expressão alguma...
Retida no tempo,
Sem sombra ou nada que o valha;
O sangue se confunde
Com o vermelho da barba,
E ele continua sorrindo...

Não se sabe bem porque...
Sua loucura parece certa...

Do outro mundo trouxe almas,
Mares e versos.
Da vida levou brumas, flores
E saudades.

Do amor restou-lhe o sangue na face.



Poema publicado na Edição 15 do Blogautores e, a pedido do Breno, a frase em negrito tinha de aparecer em todos os textos. Um desafio lançado em busca do estilo de cada autor, de como se mostrar a partir de uma frase que todos usariam. Sim, tenho saudade dos Blogautores. Estilo não faltava aos meus companheiros.