Quero mais é que esse sentimento
Traga logo suas roupas
Para dentro de casa.
Mude com tudo:
Tralhas, trouxas, beijos na boca,
Melodias, desejos entre as coxas e todas as malas.
Que venha tomar conta da alma que agora abriga
Trazendo com ele todos os versos,
Rimas, sonhos e canções amigas.
Quero mesmo é deixar o medo
Plantado no jardim do quintal,
Na varanda da sala,
Algum lugar bem na nossa cara
Para que dele possamos colher pétalas
Para o chá de “vamos-em-frente”.
E alí, para nosso deleite,
Durante os beijos
Que o mundo anoitece
Ante nossas pálpebras fechadas,
Percebamos que a alma, finalmente,
Encontrou a perfeita morada.
1.22.2010
1.06.2010
12.07.2009
É que seu amor tem um tantinho de mar
E não é mar azul (minha cor)
É verdinho esmeralda
Feito pedra preciosa esculpida
(não a toa sua cor preferida).
Seu amor tem um outro tanto de futuro,
De juventude, renovação,
Que eu, um ser nascido velho,
Vou bebendo, me lavando,
Sugando cada gotinha que a noite orvalha
No seu corpo que não falha.
Esse amor, o seu, não gosta de silêncio
Pede música, suspiros, respiração forte e entrecortada.
Forma letras, palavras, juras,
Espanta a mudez para o lado distante
Da felicidade que nos cerca...
Amor que mesmo errando nunca erra.
E não é mar azul (minha cor)
É verdinho esmeralda
Feito pedra preciosa esculpida
(não a toa sua cor preferida).
Seu amor tem um outro tanto de futuro,
De juventude, renovação,
Que eu, um ser nascido velho,
Vou bebendo, me lavando,
Sugando cada gotinha que a noite orvalha
No seu corpo que não falha.
Esse amor, o seu, não gosta de silêncio
Pede música, suspiros, respiração forte e entrecortada.
Forma letras, palavras, juras,
Espanta a mudez para o lado distante
Da felicidade que nos cerca...
Amor que mesmo errando nunca erra.
11.19.2009
Por dentro
Meus dedos vasculham
O lago molhado e macio
Que flui a encarar o mar salgado de suor
Alí no mesmo local em que encontra
O céu da minha boca.
A labareda esquenta
Até o ponto que faz tremer
O cume da sua fenda
E invado o breu que esconde
O rio que me banha até onde eu mereça.
(inspirado em um dos poemas do livro da Sandra Regina)
Meus dedos vasculham
O lago molhado e macio
Que flui a encarar o mar salgado de suor
Alí no mesmo local em que encontra
O céu da minha boca.
A labareda esquenta
Até o ponto que faz tremer
O cume da sua fenda
E invado o breu que esconde
O rio que me banha até onde eu mereça.
(inspirado em um dos poemas do livro da Sandra Regina)
10.26.2009
CANÇÃO
Se você tocar
Eu canto
Mesmo que desafine
Ou incomode com minha voz boba
De quem se empolga com melodias,
Com as razões por dentro do som,
Com a textura de cada nota...
Por mais aguda que seja.
Canto mesmo
Peço bis no meio da canção
Já com a letra atrapalhada
Espalhada pelo resto do ambiente
Tomando conta do quarto
Confirmando a afirmação que repito:
Se você tocar
Eu canto...
Até que seja manhã.
Eu canto
Mesmo que desafine
Ou incomode com minha voz boba
De quem se empolga com melodias,
Com as razões por dentro do som,
Com a textura de cada nota...
Por mais aguda que seja.
Canto mesmo
Peço bis no meio da canção
Já com a letra atrapalhada
Espalhada pelo resto do ambiente
Tomando conta do quarto
Confirmando a afirmação que repito:
Se você tocar
Eu canto...
Até que seja manhã.
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