Me jogo para dentro
Entre seus lábios, perco
Despenco a arar sua nuca
Nua em fogo brando
Banho-maria d’alma alegre
Que molha meu corpo no seu.
Alimento. Sugo. Força.
Acre e doce gosto de mim
Na sua boca
Açucarada visão que queima a carne,
A roupa, a polpa que sobe,
E desce num mexer da sombra que é
Embalada da cama.
Chama. Arde. Roga.
Salpicada delícia de desejo
Feito beijo intenso a repousar na mesa
Esperando a ingestão da tarde
Que cozinha a pele branca.
1.06.2009
12.02.2008
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o rio de desejo
Que te molha
A roupa
Que te lava
A alma.
Anda!
Deixa no solo
A sua marca.
Faz crescer verdes plantas,
Folhas, falo.
Deixa a palavra
Para o silêncio
Dos meus ais
No teu ventre,
Vento que calo.
Ergue-te sombra,
Sobra, solta,
Meu gemido
No carmim
Da sua boca,
Essa rouca expressão do certo,
Do caminho reto
Entre o sim e a cama.
Ama esse tremer
Do solo ereto,
Esse doidivanas
(De pensamento ladrão).
Anda.
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o dengo
Digno clarão
Que te rubra a face,
Força, fenda
Ao despir seu sim
Fantasiado de não.
Pernas e comportas
Para o rio de desejo
Que te molha
A roupa
Que te lava
A alma.
Anda!
Deixa no solo
A sua marca.
Faz crescer verdes plantas,
Folhas, falo.
Deixa a palavra
Para o silêncio
Dos meus ais
No teu ventre,
Vento que calo.
Ergue-te sombra,
Sobra, solta,
Meu gemido
No carmim
Da sua boca,
Essa rouca expressão do certo,
Do caminho reto
Entre o sim e a cama.
Ama esse tremer
Do solo ereto,
Esse doidivanas
(De pensamento ladrão).
Anda.
Abre portas,
Pernas e comportas
Para o dengo
Digno clarão
Que te rubra a face,
Força, fenda
Ao despir seu sim
Fantasiado de não.
11.11.2008
10.08.2008
Foi por aí que perdi a graça
E a farsa de te perder
Descobri como ser malandro,
Poeta, bandido de categoria reles
De fazer trapaça entre o povo e a plebe
Quando sentires falta da cadência esperta
Do seu beijo roubado na festa
Da música que a minha música desperta
Nem olhe para os lados,
Vou estar longe, brilhando com um sorriso maroto
Pelo riso incorporado sem pressa
Na maçã que adorna o seu rosto.
E a farsa de te perder
Descobri como ser malandro,
Poeta, bandido de categoria reles
De fazer trapaça entre o povo e a plebe
Quando sentires falta da cadência esperta
Do seu beijo roubado na festa
Da música que a minha música desperta
Nem olhe para os lados,
Vou estar longe, brilhando com um sorriso maroto
Pelo riso incorporado sem pressa
Na maçã que adorna o seu rosto.
9.12.2008
E fui ao que me invento
Feito sombra, sal, incenso,
Mirra em frente ao sol
Para dourar cheiros
Para dobrar sinos
Para saber menino
Todos os meus bemóis.
Pois sou criança bruta
Com a cidade a brilhar
Para minhas diferenças.
De sonhos, vôos intensos,
A minha imaginação me inventa.
Solto varão da piedade,
Eu sem perdão, sem mar,
Rabisco de um futuro-agora,
Um rei a cantar alegria que esquenta.
Um menino de sol
Um menino de
Um menino
Um!
Feito sombra, sal, incenso,
Mirra em frente ao sol
Para dourar cheiros
Para dobrar sinos
Para saber menino
Todos os meus bemóis.
Pois sou criança bruta
Com a cidade a brilhar
Para minhas diferenças.
De sonhos, vôos intensos,
A minha imaginação me inventa.
Solto varão da piedade,
Eu sem perdão, sem mar,
Rabisco de um futuro-agora,
Um rei a cantar alegria que esquenta.
Um menino de sol
Um menino de
Um menino
Um!
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