3.06.2008

Blotumbia

para Paula


Se chegou
sem rodeio
[quando chegou]
e foi tomando seu espaço
pulou cabeça
saltou tempo
não viu braço

e aportou
rasgando dentro
não viu boca
não viu queixo
chegou onde tinha de estar
perto do peito

dançou colado
cantou inteiro
sorriu bonito
beijou direito
[sem rodeio]

me fez livre
companheiro preso
ocupou o que era de direito
formou palavra
pensou alheio
costurou versos
poema e meio

assim, sem rodeio
destino solto
coração centro
onde sempre devia estar
dentro do peito.

3 comentários:

Paula disse...

Blartenzóide. Meu terreno. Caralho, eu te amo. E me pego frequentemente pensando se mereço tanto, e se existe amigo mais dedicado, carinhoso, atencioso e parceiro do que você. Dentro do peito, cimentado, está aqui. Você me emociona tanto! Ver isso assim, aqui escrito, diariamente vivido, me infla de tanta felicidade! É indescritivelmente bom. É um sustento tamanho. Obrigada por tudo. Por tornar meus dias mais seguros, honestos e radiantes: meu melhor lugar de florescer. Amo de novo, sempre.

última vela disse...

Painho,
você é foda... e ela também.
Homenagem mais que merecida.
Somos todos muito sortudos por fazer parte desses mundos que você une. Abração
Fravin

Anônimo disse...

chega fui batucando numa caixinha de fósforo. esse é o rabuja...